sábado, 27 de maio de 2017

Filmes de fim de semana!!!








Crónicas de um fim de semana, na companhia de temas relevantes:

  1. O que farias se soubesses que a tua vida estaria perto do fim?
  2. Como viverias a velhice?
  3. Como poderias ser mais amável que o costume, quando pensas por ti?
  4. Como passarias o testemunho para a geração seguinte?
  5. Como ensinarias alguém a liderar?
  6. Como manterias a honra e a lealdade, quando todos os outros não o fariam?

Estes filmes falam disso!

E de muito mais!!!

E claro das respectivas perturbações mentais - POC - Perturbação Obsessiva Compulsiva!

Nos últimos filmes e livros, fica o registo: o amor tudo pode!!!!

A libertação do amor, como forma de travar o avançar da perturbação mental, como o resgate da inocência de um tempo que não para de avançar pela eternidade que se avizinha!

O amor tudo pode!!!


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sábado, 20 de maio de 2017

Estados de alma!

Como se organiza o dia a dia? 

Nem sempre percebemos como o fazer, olhamos para o mundo, a espera que nos faça sentido. Sentimos vezes sem conta que algo possa fazer sentido, enquanto procuramos um caminho! Exploramos nas relações, exploramos nos contactos profissionais, na criatividade de um dado momento, procuramos nas viagens que fazemos! Qualquer coisa que possa ser sinónimo de que há vida para além do que vivemos todos os dias! 

Procuramos o eu nos outros!!! E por norma não o encontramos, porque o eu, está em muitos momentos escondido. 

Na minha prática, vou vendo o eu a esconder-se por entre as várias esferas de uma vida, refugiando-se nos medos de um dado momento do desenvolvimento. 

Sem se encontrar, vamos passando por portos de abrigo, como um barco faz! Passa por vários portos, mas atraca somente no seu de origem!

Quando iniciamos o desenvolvimento humano, o EU cresce paralelamente com o bem estar promovido pelo dia a dia!

No dia a dia, também para além das emoções que sejam associadas a alegria, vamos vivendo outras, que passam a habitar a mente e o coração. O que vemos em regra geral associa-se as emoções que sentimos, e quando algo é deverás intenso, origina complexidade, levando ao EU refugiar-se nas suas teias, para se proteger.

Em alguns momentos ele consegue sair! Noutros vai ficando por lá para se proteger, saindo pontualmente, mas não o suficientemente desenvolvido e maduro, fazendo que o resto cresça, contudo com inúmeras lacunas.

Posteriormente em vários momentos de maior stress, ele lá sai, mas nem sempre com capacidade de conseguir gerir as suas emoções, acabando por levar ao desajustamento humano nas diferentes áreas da sua vida.

O que procurarmos posteriormente nos outros corresponde em muitos momentos, ao nosso lado mais maduro, contudo se o EU não cresceu, é normal não se conseguir encontrar no outro.

E o que vamos fazendo, corresponde a muitas vezes a uma percepção de rejeição, tendo em conta que não nos reconhecemos nem em nós nem nos outros, porque afinal não nos conhecemos de todo.

Contudo surgem as perguntas, como podemos rejeitar alguém que não conhecemos?

E a vida transforma-se em algo mais profundo e mais consistente, e nesses momentos, o EU, que vai surgindo desadequadamente vai-se criando de forma inconstante e inconsciente situações que provoquem o seu crescimento.

Nestes momentos, o EU em muitas situações felizes, procura ajuda!

É quando chegam até aos gabinetes, com a potencialidade de crescimento, contudo sem perceberem o que aconteceu, tendo em conta que fizeram o que era suposto acontecer, fosse bom ou mau!

É o momento em que percebemos que temos humanos e não maquinas, que seguem os procedimentos, contudo parte da terapia passa pela validação dos procedimentos, para falarmos do crescimento humano!

Afinal seguimos padrões e adoramos padrões!!!



domingo, 14 de maio de 2017

Escolhe-se um piano como se escolhe um amor!

A escolha de um piano é como a escolha de um amor!

As vezes é preferível esperar que agarrar a primeira oferta, contudo após um ano de tocar num piano vertical, chega ao ponto essencial de crescer, e treinar todos os dias!

Porque as notas, necessitam de serem praticadas com regularidade, não se pode ficar somente na vez por semana, é como o amor! Precisa de ser praticado com regularidade para se sentir que cresce a cada dia!

E de um momento para o outro assumimos o compromisso, ou deixamos para trás a música ou assumimos o compromisso para a vida!

E eu só sei assumir compromissos, com a vida, com a música, com tudo! 

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E surge aquele piano que nos fascina, paralelamente que nos desafia! 



Yamaha P 45 Black e sabemos que vamos ter uma relação para todo o sempre!

86 teclas

Todas as notas que vão ser tocadas, numa relação de amor, carinho amizade e profunda agressividade, e paixão à mistura!

E a dimensão de todas as notas com os sustenidos, colcheias e tempos, paralelamente as pautas que teimam em organizar a mente com os movimentos de umas mãos aparentemente relaxadas, contudo constantemente tensas, levando a várias dores pelos braços acima. 

Atingem o coração, contudo para se atingir alguma plenitude no tocar, somente lendo uma pauta, é necessário o continuar a tocar, passando todas as dores, passando todas as contrariedades, promovendo a vida, em função de tudo o resto! 

A vida é mais, sempre algo entre o grotesco e o divino! E o amor acompanha a sensibilidade da comparação absurda com o paixão, que se desenvolve-se a um piano!

E a vida acontece por entre as gotas da chuva! 

E hoje apaixonei-me!!! E não se consegue falar-se da paixão que se tem por algo que nos acompanhará por muito tempo!!! Muito mesmo!

E a vida é isto!
Só por hoje!!!

domingo, 7 de maio de 2017

Resposta ao teu poema!

Vejo-te, como sempre te vi!
Por entre um riso delirante de uma descoberta artística!

Olhar pela janela do telhado e ver o Tejo ao fundo, 
e saber que aqueles momentos de silêncios partilhados, são nossos! 

O tempo dessas memórias, 
de um passado ausente, 
e um amanha perdido,
que nos rouba o riso de um momento que já partiu!

O tempo, esse companheiro sinistro que nos embala quando sentimos amor, 
colocando sempre a doce sensação de que ele para! 
Para de seguida, avançar com vertiginosamente,
sem que consigamos respirar, e colocando-nos no limite da nossa capacidade de resistir!

Resistir ao que tivemos, e 
sentindo que aquilo foi somente um momento parado no tempo, 
que se cristalizou numa memória perdida 
por quimeras ousadas do labirinto da mente!

Tenho saudades dos momentos dos risos, 
dos olhares de cumplicidade, 
tenho saudade de ti!
Mas não te tenho aqui!

Vejo-te por entre as pessoas, nesta imensidão de tempo, 
neste purgatório que se colocou a minha vida! 

Quero gritar, mas fica aquele sufoco na garganta 
e não sai, nem um som!

As lágrimas correm face abaixo!
E lembro-me de ti! 
Lembro do teu nome, 
Sagrado 
Imune 
Imenso
como o Oceano!

Distante, ousado, perdido!
Este tempo que não te leva, 
e me prende aqui! 

Leio o teu poema, 
e respondo secretamente 
por entre palavras perdidas 
para um vento que teima em  leva-las para ti!

Eu sei tudo 
eu perco o controle 
sobre este impasse no tempo!

Tempo, tempo, tempo, 
somente para nos afastar o que sentimos!

Como posso viver assim?
Como a vida é somente isto?
Eu sei tudo!
Eu perco o controle 
deste tempo que passa por nós!

E como tu, 
refugiu-me nos limites da mente,
para criar uma ponte para ti!

Para te ver!
Somente para te ver!

...


Um beijinho grande Teresa!!!! ;)

Por hoje!

sábado, 6 de maio de 2017

For today - Simple song - Sumi Jo


"I know everything
I lose all control
I get a chill
I know all those lonely nights

I die
I hear all that is left to be heard
I wish you would never stop
I've got a feeling"

Quando uma obra ao acaso nos abre a alma fechada!

Há obras e obras, e nos últimos tempos, muitos são os filmes vistos, nem todos tocam, contudo existem obras que pela sua simplicidade, pela dimensão dramática da vida numa grande tela de cinema, nos coloca par a par com as nossas dores mais escondidas.

Os votos de confiança nas amizades de anos, que nos levam a certeza de que temos um caminho juntos com alguém que percorre por momentos a nossa jornada!

E no filme como na vida, surge a beleza do tema do amor e o envelhecer, o viver para além dos grandes amores, que por alguma doença ficam confinados e presos no seu próprio corpo, algures entre uma demência e a catatonia, o ficar abandonado num local a espera que eventualmente haja uma partida no próximo comboio da estação da vida!

A magia deste filme, e outros do género, é não ter qualquer magia, simplesmente falar das coisas que as pessoas vivem no dia a dia, e coloca-las numa tela. 

A música dos vários momentos, ajuda a dimensão emocional entrar em cada instante, e tornar mais humano uma representação para uma câmara. 

Não sabemos muito bem o que segue e para onde segue, simplesmente seguimos. 

E no final somos agarrados pela última música! E todas as defesas caem!

Uma obra que cria um impacto pela música!