domingo, 24 de julho de 2016

Em processo de reflexão...

Nos dias que correm a vida está saturada! 

entre as leituras rápidas de uma qualquer rede social, passam pelas frases rápidas de emoção intensa que se esbate na rotineira tranquilidade de que tudo o que se passa é sempre longe demais!

Os dias e as noticias que chegam de longe, são sempre de longe, tal como a imagem no filme do Senhor dos Anéis, em que Frodo acaba por ver que Shire jamais perceberiam o perigo que passaram quando ele e os seus companheiros de viagem regressaram a casa!
Também nós não percebemos que estamos a caminho de uma grande transformação.

Creio que todos os cenários estão abertos para tudo acontecer! 


E vamos lendo alguns artigos daqui e dali:

  1. http://consciouslifenews.com/8-symptoms-of-a-low-vibration/1182903/
  2. http://www.space.com/pt-29960?utm_source=facebook&utm_medium=facebook&utm_campaign=socialfbspc&cmpid=social_spc_514630


ao som de Enya...







Pelos dias de hoje!

If I Could Be Where You Are
Enya


sábado, 16 de julho de 2016

A Equipa Vimeo viu o nosso video!!!!

Estes dias criativos, são deverás engraçados!!!!


São vídeos com mais de um ano! Alguns com 5 anos!!!
Somente em breve se volta ao vídeo com mais qualidade!


Sado no Inverno from Vera Amaral on Vimeo.


Sado no Inverno foi adicionado a alguns grupos! Nada de especial, verdade, a qualidade não é simpática, contudo tem a sua poesia!!!

E voltaremos em breve a mais vídeos!



Sussurro do Mar from Vera Amaral on Vimeo.



Untitled from Vera Amaral on Vimeo.

5 anos! E uma nova jornada!







Esta semana comecei a tocar piano, após conhecer-me a professora acabou por indicar que para tocar assim terei um percurso de 5 anos, só para tocar o mais simples das melodias!

Quando iniciei o tocar, perceber onde estavam os Do de todo o piano, percebi como poderia aprender a tocar e a fazer o som com a simplicidade necessária para criar!

Os tempos, os compassos! O tocar, o peso das mãos! E como todo o corpo está sempre preso, centrado em si! e tocar o piano, significa como numa sessão de teatro que tive a muitos anos atrás, deixa ir! Fluir e deixar ir!!!! 

Como se faz isso? 

Criando ainda mais pressão ao corpo para ele relaxar!!!! a seu tempo a mãos simplesmente irão cair nas teclas e tocaram com a suavidade de todos os momentos. E será com a emoção!

Até lá tudo será bastante mecânico.








quinta-feira, 7 de julho de 2016

Pelos dias de Hoje: "Ainda te queres casar comigo?"



"Ainda te queres casar comigo?"

Existe um senhor que se levanta de manhã, frita rissóis, faz sandes de couratos e compra um Compal diariamente. Organiza tudo num saquinho e dirige-se à Santa Casa da Misericórdia de Almada. Apressa o passo e tenta chegar cedinho. Tem tanta coisa para ver.

Vai visitar a mulher.
Luísa está internada com demência há 5 anos

Ele tem 90 anos, ela ainda não chegou aos 80.
Tempo tão escasso para se dizer ainda tanta coisa.

Entra nas instalações e cumprimenta as funcionárias como se fosse lá de casa. Corrige a postura e compõe-se meticulosamente. É tão importante aquilo que vai fazer…

Entra na sala e procura-a com o olhar.
Quando a encontra, atravessa a sala e pergunta-lhe se ela se quer casar com ele outra vez. Diz-lhe que está linda.
Ela sorri e estende-lhe as mãos. Ela, que não reage a ninguém e pouco fala, só quer agarrar-se a ele e dar-lhe beijinhos.

Num desses momentos, tive a sorte de estar presente e captar toda esta ternura que tentei passar através da lente.

A misericórdia pode ser visível sim e, neste dia, aprendi muito.
Aprendi que o amor não se acaba com a memória, ou com a falta dela.
Aprendi que apesar de estarmos frágeis por dentro, podemos sempre “fingir” que tudo está bem mesmo quando não sabemos o que vai acontecer.
Aprendi que uma pessoa que já foi alegre, passa a sua alegria para quem a rodeia, para quem quer perpetuar a realidade da felicidade.

Este senhor ensinou-me isto nesse dia.
Ensinou-me que com 90 anos ainda se pode fazer tudo por alguém, especialmente quando esse alguém já não sabe quem é.

Texto: Mariana Quintela
Foto: Marta Poppe

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Fé!!!

A palavra do dia de hoje é Fé!

Fé no futuro, fé no caminho, fé no destino!
Fé em nós próprios!




sábado, 2 de julho de 2016

Reflexos filosóficos

No dia de hoje no Expresso, saiu uma reportagem, onde a importância de uma ligação entre um evento catastrófico num dado local do mundo, em 1815, remoto como a Indonésia, acabou por influenciar o verão e os anos seguintes de 1816.

Para ler: http://expresso.sapo.pt/sociedade/2016-07-02-O-ano-do-verao-morto

O efeito de borboleta, onde um acontecimento que se dá num dado  local, acabará por influenciar de outra forma os vários locais, por onde poderá passar a energia de um simples bater de asas de uma borboleta.

(conceito: Efeito borboleta é um termo que se refere à dependência sensível às condições iniciais dentro da teoria do caos. Este efeito foi analisado pela primeira vez em 1963 por Edward Lorenz. Segundo a cultura popular, a teoria apresentada, o bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufãodo outro lado do mundo.)

O efeito de borboleta, acaba por tornar real energia física como efectivamente tem um impacto na dimensão do humano. Neste verão de 1816, vários poetas, escritores, filosóficos e os demais, acabaram por se envolver num vórtice criativo para lidar com a necessidade de aguentar um mísero verão.

Nessa mesma altura, milhões de pessoas tentavam desesperadamente assegurar o alimento aos seus filhos e gerações futuras, que pudessem sobreviver ao caos instalado.

Entre as doenças, a pobreza de espírito, onde a venda de filhos para se ter um prato de comida na mesa essencial, se tornou banal.

Desde os primórdios de uma vida, se verifica a existência da relação da falta de recursos leva as pessoas a estados próximos de uma loucura.

Na existência de um anel de fogo que liga as várias placas tectónicas, potencia o despertar em algum momento do choque das placas, tendo em conta que as respectivas acabam por chocar por períodos de 250 a 300 anos (possivelmente com um período maior), leva a estarmos a espera do inevitável, e esperar o que venha aí!




Neste efeito, espera-se o novo, como é identificado no livro a Breve História de Quase Tudo de Bill Bryson, espera-se pelo despertar novamente da mãe natureza!

E nestes momentos de perturbação por algo assustador, que nasce e vêm da natureza, onde ficará a potencialidade de um olhar espiritual, de boas vibrações, quando tudo estiver hipoteticamente perdido?

Como se ensina alguém a sobreviver?

Neste momento, entre a loucura de um mundo em constante mutação, em mudança permanente, sente-se a insegurança que vai habitando as almas... a elevada dependência de um mundo virtual, que tentamos a todo o custo manter tanto dentro como fora, numa realidade que não lhe pertence. A vida não é mais, do que miragens, que vão ficando de experiências.

A vida no mundo ocidental de uma certa classe média para cima, é nada mais do que um rol de experiências, para serem acrescentadas ao CV de uma vida. Nada mais do que uma relevância de experiências que supostamente fazem uma vida, acrescendo ao eterno Karma. Aquilo que vivemos não é tão somente resultados do que um dia fizemos numa vida anterior, numa existência num outro mundo.

O mundo coloca-se na vivência eterna da luta das classes... podemos descrever como racismo, podemos descrever como xenofóbia, como moda, como estilo, ou até mesmo uma espiritualidade, ou religião, contudo o que sai constantemente é uma eterna luta de classes...

Um sabe mais do que outro, tem mais recursos, fica no topo.
Vai criar espaço para haver uma oposição, só ganhará poder se mantiver uma oposição activa, alimentada pelo escândalo, pela miséria, e pela desigualdade, mesmo que sendo necessária ao seu pseudo estatuto.

Caso caia, a oposição ocupará o lugar, perdendo a sua identidade de oposição e tentando assegurar o poder e como acréscimo o recursos inerentes a esse poder. Sempre revestido como sinal de esperança, como forma de engrandecer o valor do Humano!

E no meio disto, colocamos as catástrofes naturais para apimentar a vida humana, e justificar a necessidade de uma estratificação da humanidade, por recursos, locais, línguas, nacionalidades, para ajudar a vida a ser mais organizada. Atrás de uma organização, tentamos que as coisas sejam mais uniformes.

Em todos os passos da vida do humano, como em quase tudo se vê, a necessidade da ligação ao processo, etapas umas atrás das outras, como sendo algo tão natural como se fossem átomos de uma energia sem par.

E neste rio de palavras, se tenta encontrar uma simplicidade para o raciocínio de uma vida, a parcimónia por sinal. Colocar a vida humana, quando superior a um grupo de mais de 40 indivíduos, numa hierarquia social, é potenciar a desigualdade que tentamos a todo o custo evitar, a necessidade de voltar as raízes, é de uma forma pseudo natural voltar ao ventre de nossa mãe. Poder ter relações privilegiadas, pouco de envolvimento, pouco de vida!

O que se pretende é tão somente estabelecer-se ligações o mais próximas possíveis, contudo a sua possibilidade é cada vez menor devido ao afastamento operacionalizado pelas novas tecnologias!

Esta leitura vista por Martin Ford, onde as novas tecnologias/robots vão criar um elevado desemprego, coloca a pergunta tão óbvia: o que vamos estar aqui a fazer? Haverá espaço para todos nós?

Para ler: http://economico.sapo.pt/noticias/martin-ford-robots-vao-provocar-niveis-de-desemprego-sem-precedentes_253492.html


E fica a sensação de ser cada vez menos... esta ligação ao mundo!

Tudo sempre tão virtual!
























Para o dia de hoje!