segunda-feira, 30 de maio de 2016

Reflexões sobre o Amor

No tempo que passa, vamos vendo como as coisas acontecem! Nesta loucura, incessante do dia a dia, verifico que como a nossa pouca disponibilidade em nos ligarmos ao mundo e ao outro!
As minhas dúvidas que vão crescendo, devido a esta constante paragem do dia a dia!

Todos procuram o seu propósito na vida,  uns através do amor, outros através de um significado que possa fazer sentido ao mundo, aos outros, que todos num dado momento procuram a validação, para serem melhores humanos!

Os mistérios de uma vida, de uma existência, que se arrasta por um tempo que tende a passar, e nada permanecer, as células desgastam-se com o tempo, no espaço, e a cola que tudo agarra vai deixando de fazer sentido!

Esse amor, que nunca aparece, que nunca dá sinal de existir, tudo fica-se pela ilusão de uma vida sem ser verdadeiramente vivida!

Se nos encontramos vidas umas atrás de outras, porque razão nos abandonamos vezes e vezes sem conta, porque razão choramos numa vida que nada faz sentido!

Qual a responsabilidade em continuarmos a viver vidas e vidas sem conta, qual é a responsabilidade pelos outros? Qual a utilidade das reencarnações, quando todas as vidas continuamos a errar, fazendo exactamente os mesmos erros?

Nos últimos anos, vi um dos filmes que mexeu imenso com a minha existência, as nossas escolhas numa dada vida, continuam vidas e vidas pela frente, as não respostas de uma vida, serão as exigências, numa outra vida... Por cada crime e cada gentileza, iremos libertar o nosso futuro, contudo o nosso futuro, o nosso passado e o nosso presente, colocam-se sobre várias dimensões, e todas as várias vezes que cruzamos nas várias vidas, acabamos por tentar perceber o significado do que fazemos por esta vida!

Por cada movimento de partilha, por cada momento de esquecimento, por cada carinho, por cada erro, por cada escolha, que nos sugere um universo de alternativas, potencia a possibilidade da vida acontecer, de se propagar e fazer acontecer!

As vidas, os mestres que conhecemos, que nos ajudam a clarear o caminho que tendencialmente, tornamos-lo escuro... potenciam o redescobrimento da nossa essência divina, que nos faz acreditar que podemos fazer algo mais do que esta existência pequena e curta!

A cola que nos liga a outros numa massa que nos potencia em energia, as forças que nos ligam uns aos outros, medo, fé e o amor, ajudam a criar uma ligação que fica para além dos corpos que acompanham a cada passagem que fazemos pelo universo, seja em que dimensão for.

A vida propaga-se na energia, quando morremos, as nove gramas que abandonam o corpo, são redireccionadas para outra dimensão, espaço, tempo, local...

Como é que nove gramas de energia podem-se deslocar num tempo e num espaço que não existe, é somente uma ilusão?

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domingo, 15 de maio de 2016

Estados de Alma Maio!

O amor e a NASA!!!

A uns valentes meses atrás enviei uma pergunta para a NASA, que nunca foi estudada, creio que nunca. 

Consistia em perguntar se havia estudado o Amor no espaço, como ele sobrevive, estando nós no espaço? A NASA nunca respondeu!!!  Contudo não deixa de fazer sentido!

Qual é o peso do amor?
O Amor é matéria?
O Amor é energia?
O Amor respeita as leis da Gravidade?
O Amor dura no tempo?

O Amor sobreviverá a um buraco negro e a um buraco minhoca?

E que tipo de amor viverá?

Eu tenho umas teorias! como em tudo na vida! demasiado teoria, mas vamos ver como consigo explicar...

Mas noutro dia!

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domingo, 1 de maio de 2016

Arte em francês!

Passeio ao Campo


Meu Amor! Meu Amante! Meu Amigo! 
Colhe a hora que passa, hora divina, 
Bebe-a dentro de mim, bebe-a comigo! 
Sinto-me alegre e forte! Sou menina! 

Eu tenho, Amor, a cinta esbelta e fina... 
Pele doirada de alabastro antigo... 
Frágeis mãos de madona florentina... 
- Vamos correr e rir por entre o trigo! – 

Há rendas de gramíneas pelos montes... 
Papoilas rubras nos trigais maduros... 
Água azulada a cintilar nas fontes... 

E à volta, Amor... tornemos, nas alfombras 
Dos caminhos selvagens e escuros, 
Num astro só as nossas duas sombras!... 

Florbela Espanca, em "Charneca em Flor"