quinta-feira, 30 de março de 2017

Lembranças doces!

Quando oiço esta música sou literalmente levada para o caminho de Santiago para Muxia!

A liberdade de carregar uma mala e ir pelo mundo, dá-nos a liberdade de sonhar!
Lembro-me de ouvi-la quando caminhava pelas casas de uma localidade, vi as crianças a jogar a bola no meio da tarde, os gritos pelo golo marcado.

O sentir depois, passado uns metros, o entrar no bosque, e vibrar com a terra, o por de sol vermelho, as ondas a baterem nas rochas ao fundo da ravina!

E o silêncio a instalar-se! Somente eu, o mar, o caminho e pouco mais!

A sensação de plenitude, apesar de ainda faltar 5 km naquele momento!

Saudades do caminho! Saudades de Muxia!


 

sábado, 25 de março de 2017

E os dias...

Os dias passam e a lembrança de um momento, fica-se pela eternidade em que dura uma memória. O tempo, esse matreiro que obriga o mundo inteiro a viver para além de si, coloca-nos sobre os seus joelhos!

Obrigando a ver o tempo com outra percepção, com outro respeito. Alguns poderão facilmente gritar, obrigar ao tempo a perceber porque razão os humilha, contudo na sua sabedoria, o tempo sabe que tem impacto em nós, mas não se incomoda com as nossas reclamações, atentos a sua liberdade de nos forçar a ver a luz!

O tempo, esse tempo que nos obriga a viver em loop, como se não houvesse um amanha, quando um trauma é vivenciado, nos coloca vezes e vezes sem darmos conta a revive-lo como a ajudar-nos a percebermos qual a chave que falta para sairmos daquela situação!

Procurarmos no universo a resposta que se encontra na nossa mente...

Talvez seja por isso que ela adoece!