sábado, 31 de dezembro de 2016

Para fechar o ano!!! O Amor é sobre planos!

Estar apaixonado é como caminhar sobre as nuvens, quando a pessoa é a certa não há obstáculo ou dificuldade que não se possa ultrapassar. Mas durante quanto tempo? Será mesmo amor ou apenas atração física? A diferença entre os dois estados pode ser muito subtil.


Um especialista em relacionamentos, Gary Amers, enumerou ao Daily Mail dez sinais de que é realmente amor (e os cinco sinais de que é apenas atração).
  • Tem imensa vontade de fazer mais pelo outro. Está sempre à procura de dar mais e melhor quando está realmente apaixonado.
  • Sente segurança. Consegue ser o mais genuíno possível, como se estivesse com família.
  • Só quer estar com essa pessoa. É capaz de cancelar todos os planos só para estar com a pessoa que gosta.
  • Sente o estômago encolher-se. Estar apaixonado deixa o corpo tão descontrolado que o estômago pode sofrer alterações.
  • Parece uma criança prestes a abrir um presente de Natal. O coração e o subconsciente reconhecem a pessoa ideal muito antes da parte consciente da mente o fazer.
  • Fica iluminado quando pensa na pessoa. Só a presença dessa pessoa cria uma sensação de adrenalina.
  • Sente como se conhecesse essa pessoa há anos.
  • Os dois concordam naquilo que é mais importante na vida. Ou têm valores muito parecidos ou os dois respeitam os valores do outro.
  • Dá consigo a fazer aquilo que faz a outra pessoa feliz. Mesmo que não queira, ou não goste muito, faz coisas pela outra pessoa que sabe que a vão deixar feliz.
  • Fantasia sobre o futuro. Estar apaixonado é sobretudo olhar para a frente, para o futuro.
E quando é apenas atracção física? Estes são os sinais:
  • A cabeça quer, mas o coração não.
  • Não há reciprocidade, um dá e outro recebe.
  • Gosta da pessoa mas não sabe muito sobre ela.
  • Não se sente à vontade para apresentar amigos ou família.
  • Não há planos para o futuro. A atracção é sobre espontaneidade, o amor é sobre planos.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Mantras e desejos



O amor é só amor, se também formos nós amor!

Mantra: Ek Ong Kar Sat Gur Prasad. Sat Gur Prasad Ek Ong Kar.
Mantra: om tare tuttare ture soha
e cria-se a liberdade!...

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Escrevo como toco piano! - Monologo sem Fim!

Em cima de um palco, um piano, uma cadeira, um portátil, uma mesa.
Uma mulher!

Entre o passar de um lado para o outro, entre uma escolha, de um instrumento de comunicação, escolhe a fala! Vira-se para o publico, e a voz ecoa pela sala escura!

...........

Escrevo como quem toca piano!
E eu toco piano,
as mãos que sobem para depois caírem sobre as teclas,
o som forte que sai,

como em momentos o som que desafina de uma aprendizagem que não é bem feita!
que fica aquém de tudo!

Escrevo sem sentido, sem palavras que defino a tristeza de muitos os momentos que vagueio por entre os pensamentos que não habitam em mim!

a paixão pelo tocar suavemente com a ponta dos dedos, por uma superfície de teclas, tanto de um computador como de um piano!

O movimento tão igual, tão profundo, na forma de comunicar com o mundo, estou aqui!

E no final deste momento de passagem de toques entre um teclado, tanto de piano como de computador, não deixa exprimir a saudade que teima em bater num coração...

E dedos que caem docemente sobre o teclado, e a fúria que habita em cada toque... Doí! Quando as coisas não acontecem! quando a música fica parada num piano fechado, quando o teclado do pc não exprime a sua possibilidade!

A vida acontece nos encontros, de um momento que não volta, que não se repete, apesar de sentir muitos dos momentos repetições de um tempo sem tempo, de uma palavra dita mas não vivida!

Este tempo dos não lugares, das não existências, deste grito que sai, mas que perde-se quando o espaço não existe dentro e fora de mim!

Esta vontade de gritar e nada dizer quando abro a boca! Que vontade em gritar, em parar a vida, em simplesmente deixar de existir, desta forma!

E que palavras saem deste teclado, ao som da melodia, que a seu tempo será tocada, noutro teclado, noutro espaço com a mesma emoção de fúria, contida! Sim, contida, sempre contida!
Sempre parada para não ser vivida!

Se é um poema?

Não o é! somente um desvario louco de uma noite infame, que não para...

E quero gritar, gritar, gritar... mas não sai! e doí tanto!

....


Deita-se para o chão. A Luz fecha-se o foco!
Ouve-se o piano ao fundo!

A cortina cai!

Hoje ouve-se por aqui Sigur Ros!

sábado, 5 de novembro de 2016

Movie - cenas 1 a 7

Cena I

Voz off!

Colocar a tábua branca na mármore branca. Descascar a batata doce laranja, dos EUA. Cortar em Circulos, depois em quadrados e rectângulos. Nunca sai direito! Colocar o Milho a cozer! Comida Vegan misturada com Carne de tempos a tempos! Grande Vegan! Acender o bico do fogão. Isto vai durar tempo! Eu tenho tempo, ninguém espera por mim! Eu não espero por ninguém! Eu não espero por ninguém! Merda pus pouca água! Colocar água no caneco, colocar no tacho! 

um flash

A corrida matinal, o cão que olhou como se o reconhecesse! olhou profundamente!

Volta ao jantar!


Voz OFF

Tenho de cortar os cogumelos! Tirar do frigorífico, lavar, cortar em tiras finas... falta colocar a música! Hoje ouvimos Einaudi! Tirar o vinho! Tomar um copo! Ir buscar as especiarias! É sempre todos os dias a mesma coisa! 


Um flash

Um dedo apontado com agressividade - Tu não és capaz! És uma merda! És uma desilusão!


VOZ OFF

Raios, tenho de ir buscar o azeite! Quando é que isto para! Estou cansado! Este vinho sabe... sabe...


Um flash

Um riso, um momento descontraído! uma tarde de inverno longínqua, desfocado!


Voz OFF

Vamos acabar o jantar! Não posso estar sempre a ir buscar outros mundos, é melhor tomar mais um copo. Assim é mais fácil! Está com pouca água! Vamos fazer a salada para acompanhar! Vou para a varanda ver o por de sol! Hoje a cidade está calma! Hoje posso jantar lá fora! 

Deixa de falar, foca-se em colocar a mesa, um prato, uma faca, um garfo. Um guardanapo, o copo com vinho! a Musica a tocar! Senta-se... O sol começa-se a por-se. Ele janta sozinho!

O sol põe-se!

Fecho cena 1

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Cena II

Voz OFF!

Acordar! Hoje é dia de falar com o Chefe! O que vai ele dizer desta vez! Tenho de levantar e ir correr! São 5h! O despertador ainda não tocou!

Olha para o lado, a cama vazia!



Voz OFF!

Tenho de arranjar mais uma almofada! Esta cama está vazia! Se calhar arranjo duas! Ou uma de corpo inteiro!

Olha para o tecto! Ao longe, ouve-se a descer pelas escadas um vizinho!




Voz OFF!

Olha o vizinho do 3º D, lá vai para o trabalho! Que seca que deve ser trabalhar numa pastelaria, por um lado tem sempre bolos, mas depois é sempre bolos! Só açucar! A mulher dele é que é gira, mas convencida também! Tenho de ir correr!

Começa a chover lá fora!



Voz OFF!

Só faltava chover! Hoje não! Faz cinco anos! Raios tenho de deixar de pensar nisto! Não vou a lado algum! Levanta-te murcão! Hoje tens de levantar, não vais cair na cama! Hoje não! 


Senta-se na cama, esfrega as mãos na cara! Bebe um copo de água! O dia ainda não clareou! 
Levanta-se, abre as janelas, abre o vidro. Recebe o cheiro da rua molhada! Perto existe o jardim! Cheira a terra molhada! Hoje está excelente para correr! Chove!

Segue para a casa de banho!

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Cena III



Abre a Luz, fecha os olhos! Muita claridade logo ao acordar!
Senta-se na sanita! A tampa está aberta! Sempre aberta!

Flash!

- Deixas sempre a tampa aberta! Parece que a nossa casa de banho é um WC público! Não vês que é feio, decadente!

- Uma sanita decadente? Ah Ah! Não posso! Só se for pela merda que desce pelo cano!

- Podes não ser assim tão vulgar?

- Isso é uma das coisas que gostas de mim! Entre tantas outras!

- Convencido! E o que tu gostas em mim?

- Do teu riso! É Histérico, dá sempre para continuar a rir, quando todos param de rir!

Um riso ao longe, um deitar sobre a cama!
Um puxar dos lençóis! Uma luta de cocégas! Risos!




Voz OFF!

Volta a realidade! Hoje não podes ir por aí! Hoje não! Já não! Faz lá o serviço, e tens de lavar a cara! Para ires correr! Hoje tens de ir por aqui! Correr! Ela ia gostar!

Levanta-se, despeja o autoclismo, fecha a tampa!
Aproxima-se do lavatório, olha para a banheira! 

Flash!

Um corpo nu debaixo de água!


Tem uma tontura!Agarra-se ao lavatório!



Voz OFF!

Se calhar hoje ficas em casa! Não hoje não podes! Se calhar é melhor! Hoje tens de ser forte!


Lava a cara! levanta a cabeça lentamente, e olha-se ao espelho!

Tem olheiras de quem não dorme bem a muito tempo! A barba é de alguns dias! Está com o cabelo grisalho! O cabelo despenteado, com as entradas cada vez mais salientes.

Olha-se no espelho por mais de 2 minutos!
Lava outra vez a cara, seca-a na toalha azul!
Vira-se e sai da casa de banho! 
Fecha a luz e fecha a porta!


O som dos passos a afastarem-se!

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Cena IV

Na rua, a correr, a chuva miudinha cai. Ao longe, ouve as ambulâncias a passar! Passa pela mercearia do bairro, ouve parte da conversa da dona com um cliente senior.

- Este governo é sempre a mesma coisa, mais um aumento de impostos, agora é o IMI!

- D. Amélia, sabe o que é o IMI?

- Então não sei! É mais um imposto para pagar a estes estupores!

Continua, e a conversa esfuma-se por entre a chuva e o barulho do transito de Lisboa.
É cedo, são 6h00, a cidade começa a acordar. A loja da D. Amélia é a que abre mais cedo em Lisboa, ela acorda com as galinhas, e não consegue ficar em casa, se sabe que os vizinhos gostam do pão quente pela manhã.

Hoje é um dia de silêncio, só ouve as passadas por entre pequenas poças de água que surgem pelos desníveis do passeio...


Voz OFF

Esta Lisboa desnivelada! parece a minha vida! Raios não compares! Corre só! Corre Só! Foca-te! hoje não podes parar de focar-te aqui e agora! Não olhes para trás! Está aqui, só aqui!

Bolas o velho não! O raio do velho do cão, não! Hoje é dia de silêncio!


Aproxima-se a passear um golden retriver preto! O dono, um antigo velho pescador do mar! Barba rija, branca, olhar sereno e autoritário! Forte presença. Homem de poucas palavras!


Voz Off

Bolas já parece que me marca neste registo, passeia o cão na hora em que eu estou a correr! Esta marcação serrada, já cansa! Se o cão correr para mim, é uma boa oportunidade para lhe dar um murro! Não me faz nada, mas desde que comecei a correr ele começou a aparecer! E aquele olhar fixo, sempre a controlar o que faço.


O velho pescador controla a corrida, mantendo o olhar naquele homem de gorro que passa a correr! Todo de preto. o cão vaguea pela erva do jardim vazio, sem as crianças do parque. Simplesmente vazio às 6h00.


Voz Off

Hoje não vamos falar! Hoje não vou falar com ninguém! 

Continua a correr, tenta ignorar o velho pescador! Contudo a sua voz é forte quando o cumprimenta:

- Bom Dia corredor! Hoje corre pela vida! Tão obstinado com mundo! Pare para sentir! Não continue a fugir! 

O Corredor, obriga-se a parar, recebeu um murro direito no estômago! A raiva cresce, e cresce, os olhos irradiam ódio! As lágrimas invadem os olhos, que ficam brilhantes! 

Vira-se para o velho pescador, e começa a avançar com os punhos cerrados! E fala!

- Como ousa falar-me assim? Quem é você, para dizer se estou a fugir? Seu canalha! Quem é você?

- Pelos vistos tenho razão, afinal você parou para me pedir explicações, quando a lógica lhe iria pedir para ignorar!

- Seu canalha! Quem é você?

- A sua consciência! E um amigo também!

- Eu não preciso de você! E pare de me controlar, de ser amigo! Eu não quero ser seu amigo!

- Mas será, a seu tempo! Eu compreendo-o mais do que você gostaria!

O corredor avança para ele! com os punhos cerrados, o velho pescador vira-lhe as costas e continua o seu passeio matinal de levar o cão a rua. 

Os olhos largam uma a uma, as lágrimas, a solidão é grande!

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Cena V

Entra em casa, bate com a porta com violência, entra no wc, e despe-se! Na banheira, de pé começa a esmurrar a parede, as mãos danificadas, lesionadas, cheias de dor, começam a sangrar, a água corre pelo cor, as lágrimas seguem o seu rumo, acompanhando a água e o sangue.

Vai caindo até ficar sentado na banheira debaixo da água a chorar!

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Cena VI

Desce as escadas do metro, parado olha para o Metro a chegar! Tem as mãos ligadas! A camisola de lã de gola alta, ajuda a encobrir!

Entra no metro, senta-se! Olha para a porta e desliga daquele tempo! Volta a 12 anos atrás!
Entram duas pessoas no metro, cada um na sua estação.

Ela levava as partituras do caderno de piano! Algo rudimentar, deveria estar a aprender a tocar piano. o cabelo preto volumoso caia pelas costas, sobre um casaco azul de malha.

Quando ela entrou, nunca mais a deixou de olhar, até sair do metro! Tinha segurança, apesar de sentir que seria o ser mais frágil do mundo! Ficou sempre com essa ideia.


O metro volta a marcha! Ele volta a hoje! E a mente vagueia entre as memórias, de como soube do seu envolvimento e do fim do mesmo!

Desliga e volta semana que depois a viu, com uma camisola vermelha, e com uma trança a cair pelos ombros. Ficaram lado a lado em pé! Ela a mexer no telemóvel, e a ver o blogue! Percebeu naquele momento que ela escrevia! Registou mentalmente o nome! A eternidadedaintemporalidade.blogger

O momento esfuma-se, e ele vê-se no escritório, rodeado por paredes cinzentas num open space. Ninguém falou com ele durante o dia! O escritório estava vazio, quando ele acordou das memórias. Levantou-se, caminhou para sair!

Volta a retomar a consciência em casa, deitado na cama! Sozinho! Lembra-se da primeira vez que visitou o site dela!

Desligou do agora.

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Cena VII

Chove lá fora!
Ela está a chorar! E escreve ao computador! Pelo blogue que comunica com o mundo!
As letras invadem o ecrá, ela chora compulsivamente!

Ouve-se a voz off emocionada:


Os dias passam e a vida vai acontecendo entre os pingos da chuva que cai!

Nos momentos que teimam em demorar, olhamos para o lado e pensamos o que já foi, já foi! Questionamos amizades, ponderamos existências, como se vive com a possibilidade de contacto?

A saudade aperta e raios como aperta! Contudo temos de largar, e neste largar algumas coisas olhamos para a rede, que ensina como esquecer alguém em 3 passos.

A vida é demasiado bizarra:
via http://pt.wikihow.com/Esquecer-Algu%C3%A9m-que-N%C3%A3o-o(a)-Ama
  1. Tirando um tempo para refletir
  2. Começando a esquecer
  3. Terminando de forma limpa

Tirando um tempo para reflectir:
  • Chore, mas chore bastante. 
  • Pense em todas as coisas ruins relacionadas com a pessoa que você amava.
  • Imagine algumas das consequências negativas da sua interação com essa pessoa.
Começando a esquecer
  • Livre-se de tudo que te lembre dela até ter esquecê-la. 
  • Saia de férias. 
  • Tire-a da cabeça. Sair com os amigos, associar-se a um clube (de teatro, escrita criativa, leitura, clubes online etc.) são atitudes que ajudam bastante.
Terminando de forma Limpa
  • Se estiver preparada, tente encontrar um novo amor. 
  • Aprenda com os erros de relacionamentos passados ao procurar alguém especial. 
  • Tenha em mente que o que houve entre vocês foi bom e que tudo tem um fim. 
  • Desista agora de falsas esperanças.

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  • Lembre que não há absolutamente nada de errado com você e se ele/ela não lhe aceitou como você é, então essa pessoa não vale a pena! É difícil pensar nisso, mas é a verdade. Você merece estar com alguém que realmente se importa.
  • Se for preciso, limite todo ou quase todo o contato com a pessoa.
  • Concentre-se no que realmente importa. Não seja obcecada por ele/ela. Lembre-se de que sempre haverá outra pessoa, alguém melhor.
  • Pode ser bom pensar que a vida é melhor sem ter essa pessoa em sua vida, não importa quem ela seja. Não perca muito tempo procurando um novo amor, senão você ficará confusa sobre o que isso significa e se machucará ainda mais. Felicidade, beleza e sexualidade não são amor, são apenas extras.
  • Saiba que existem outras pessoas por aí e que não importa o quanto você amou, o tempo irá curar todas as feridas.
  • Concentre-se em quebrar o ciclo de manipulação. Escute sua consciência. Geralmente sua primeira reação é a coisa certa a fazer.
  • Se ele/ela fizer algo que lhe chateia de alguma forma, talvez ela não seja a pessoa certa.
  • Quando for procurar um novo amor, não limite-se a um só tipo de pessoa. Experimente um pouco. Se suas expectativas ou necessidades forem altas demais, será muito difícil satisfazê-las. Não espere que seu novo amor seja exatamente igual ao antigo, porque é provável que ele não seja. Não procure alguém que se pareça com ele ou pessoas musculosas, que saibam cozinhar ou cantar. Lembrar-se dessas dicas lhe ajudará a encontrar a pessoa certa.
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Contudo tudo isto é deverás estranho, como fazer tudo passo a passo, como andar, como fazer amor, como esquecer alguém que mexeu connosco de uma forma deverás intensa! E até que ponto que tem a percepção de mexeu? Falar, será que vale a pena? Tudo na vida cansa! E a determinado momento é criar condições para esquecer! Afinal a vida é muito mais que alguém que não quer saber de nós, que não responde as mensagens, que diz no discurso parvo e atónico, tu és minha amiga! 

Qual amiga, deixa tudo para estar com o outro? Puxa pelo outro, sempre que surgem as dúvidas, ensina a viver de forma mais equilibrada em determinados momentos? Que vai buscar um mimo? Que leva ingredientes para fazer um jantar ou um almoço? Que partilha porque acredita que uma relação é para estar em pé de igualdade? Qual Amiga que fica horas a espera para que o trabalho de ultima hora seja feito!

Qual amiga, qual quê?
E tudo sempre visto como sendo pouco, como sendo desnecessário, afinal não valia a pena preocupar! eu faço tudo! Esta sensação de individualidade sempre presente, esta não partilha, tão máscula como parva, sem sentido, sem valor! 

Qual amiga, qual quê!
Os amigos não se envolvem, os amigos mandam-te plantar batatas e voltam a rir com uma piada parva do momento! E aquela sensação de se convencer, dito a todos os momentos, Tu és só uma amiga! Pelo que sei, oiço perfeitamente a primeira vez, e oiço a segunda! A terceira, dirás para mim ou dirás para ti? Tentando convencer para lidares com as incertezas, afinal não viveste o período de nojo! Estou farta de ti! Desta paz podre, desta falta de coragem em agarrares a tua vida e lutares por ela! Estou farta de ser colocada a margem de ti, mesmo estando sempre pronta para te apoiar! Estou farta de estar a chorar, e sentir o vazio que se instala! Estou farta de ter de olhar para o telemóvel e nada ver! DOÍ!!!! Sua Besta! DOÍ!!!!!! 

E se tu falasses comigo? Não sei como iria reagir! Merda para ti! Tenho de odiar-te!!!!!

..............

Entre um choro compulsivo.

Voz OFF Feminina
Não vale a pena enviar! Ele não vai ler! Ele nem sequer se lembra já de mim!
Carrega por engano no publicar!

O choro cessa, entra em choque! E o pc desliga-se e falta a luz!


[fim da cena]
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Poetry Brand New Ancients

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Muxia...


Desde sempre, que é muito tempo, que me considero uma nómada, vivi por norma 2 a 3 anos numa casa. Mudei tantas vezes de casa, que encontrar um local que possa chamar meu, torna-se uma tarefa cada vez mais díficil. 

Contudo a sete anos, quando fiz a minha primeira viagem, a primeira vez que dormi completamente sozinha por minha conta e risco, descobri as minhas raízes! 

Saber que pertencemos a um local ao final de tantas mudanças de casa (17 mudanças registadas), começamos a perceber que estar sempre no mesmo local torna-se cada vez mais difícil, a novidade escasseia. 

Contudo quando conheci Muxia, na Galiza, senti que tinha chegado ao meu destino... Senti verdadeiramente em casa! Como se cada um daqueles recantos fosse conhecido, apesar de só ter conhecido naquele momento!

Ter o nascer do Sol, e o por do Sol, como bênção a cada dia, é mágico!

Sente-se na atmosfera, o local ideal para escrever, para sentir o nevoeiro a falar sobre o escolhido, sobre a conquista do mar, sobre a partida diária para a jorna do mar. 

Senti que naquele local será o local do meu fim, como um velho lobo solitário do mar!

E como Sophia escreveu:

Quando eu morrer, voltarei para buscar os instantes que não vivi junto do mar...




sábado, 29 de outubro de 2016

40 Anos

40 anos, serão sempre 40 Anos...
terão mil significados,
será festejado com quem se ama...
será sempre partilhado com o mundo a seu tempo...

Será um marco...
de uma mudança,
de um desejo para acontecer!
de uma vontade!

Deseja-se longe que o dia seja cheio,
com vida,
Alegria e risos!

Mesmo quando nem sempre surge a vontade!

A idade do Lobo!
A maturidade da escolha de alguém que nos acompanhe até ao fim!

Se o desejo de o desejar surge?
Sim surge, porque se escreveu numa agenda,
desejando em tempos, que pudesse acontecer diferente!

Mas a vida não permitiu que dois corações batessem de forma igual!
Deseja-se felicidades, e o coração vai-se fechando,
Vai-se curando!

Os olhos vão procurando alguém que os olhe no meio da multidão,
que o desejo de estar perto seja permanente,
e não por um momento de paixão!

Foram 40 anos... e o que se leva?
Não sei... a mim ainda me falta algum tempo,
o suficiente para conquistar mais alguns sonhos
pelo meio!!!

E a certeza, de que o futuro dirá: Não te deste!
E perdeste uma oportunidade para seres feliz!
Afinal quem te dirá a verdade, seja boa ou seja má?
Quem estará ali, com atenção a todos os pormenores?
Observando com orgulho?

Deseja-se que um dia, talvez surja alguém...
Afinal cada coração precisa de alguém com o mesmo ritmo para se fazer a melodia...
que é a vida!

...

Que mais 40 venham...
E pelo meio possamos ser felizes!


sábado, 22 de outubro de 2016

Génio?




O momento de uma capacidade de escrita, de partilha pelo reino das palavras, ver como alguém que nos vê para além de todas as dificuldades, de alguém que vê a luz  brilhar e de tão escondida que está, que se torna difícil em se ver e se compreender para além do óbvio.

Nem todos os génios têm um mestre que lhes orienta o caminho, potenciando a sua capacidade de navegar por águas densas e escuras, que envolve um processo de criação. 

Nem sempre as pessoas acreditam na capacidade de cada um em se transformar e ir mais além do que se está a espera numa vida conformada!

Se gosto do filme? Como não se pode gostar de um processo de amizade colocado para além da eternidade!!! 

Procuramos muitas vezes a imagem de um pai, de um filho numa relação de trabalho, e as vezes sem darmos conta assumimos posturas que nem sempre estamos a espera, pelos papeis que nos faltam, e acabamos por procuramos nos outros...

...
..
.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

É-me igual!




A vida continua, nos momentos de silêncio! 
A saudade é questionada em muitos momentos...
A indiferença surge...
nem sempre certeira!
Nem sempre presente!

Os dias ficam-se pela banalidade da não acção!
Os não lugares que invadem a cada momento, 
nas passagens pela vida!

Ficou algo?
A resposta esperada confunde-se 
entre o desejo e a realidade!
Entre a eternidade e efemeridade!

É-me igual!
Será que alguma vez o será? 
O conforto de um olhar, 
colocado numa moldura, 
que o pó acaba por esconder!

A vida, os afectos são assim!
Vagos, perdidos, 
longínquos! 

É-me igual, 
estares ou não estares!
A saudade vagueia como as ondas do mar!
Presente para ouvires a cada instante que está ali!
Contudo nunca inexistente... 

A vida segue!
E eu também!
e fica no ouvido o mote:
É-me igual!

...



domingo, 16 de outubro de 2016

A educação de uma criança?


A educação de uma criança?


Nos dias que correm, a percepção dos valores de família, encontra-se por vezes desvirtuada, perdida por entre todos os encantos de uma vida infértil, que se baseia na vivência a distância de todas as emoções, errante por entre os comportamentos esperados de uma manada não pensante!

Ser diferente, corresponde a necessidade de ensinar para o mundo, a pensar, a actuar no respeito pelo próximo, pela diversidade, saindo da zona de conforto que nem sempre temos consciência em que estamos.

 O filme Captain Fantastic, revela entre o drama de se perder alguém que se ama, e a superação ao mesmo tempo em que é necessário incluir-se num modelo de vida que nem sempre se gosta! 

E ao desenrolar de cada passo, percebe-se o quanto é relevante a honestidade, a explicação com a naturalidade que os temas encetam, de forma que as crianças estejam preparadas para o mundo!

E fica a sensação que o estilo de ensino que se coloca nas nossas escolas é relativo, e em muitos casos redutor! Se me faz sentido este estilo de educação?

Em alguns pontos, sim, ensinar a sobreviver, no meio da natureza, a filosofar, a construir sempre um argumento, que possa potenciar debate de ideias! Ajudar a pensar por si!

Noutros, fica-se a pensar... como a não apresentação das várias realidades existentes, a percepção dos valores que vários praticam em distinção com os seus!

Contudo, apesar de todas as dificuldades, creio que estes miúdos estariam muito melhor preparados para o mundo, do que todos os demais!

E seria um dos ramos da educação que acho que seria importante dar a um filho!

...



sábado, 24 de setembro de 2016

Itália e o Destino



Falar de Itália, é falar de mim!
Na viagem que fiz a Itália, uma das perguntas que faziam: Porque vieste para este caminho?

Entre as respostas que dava, respondia : Não Sei!

E no meio de todo o caminho, eu sabia que no caminho de Roma, falado por Paulo Coelho, haveria o Amor, dado de forma espontânea por tantos que cruzavam no caminho! 

Por entre os silêncios de uma montanha, com o por de sol no horizonte, pelos caminhos de solidão, senti naquele momento que estar ali era efectivamente o meu destino! 

Estar ali era uma resposta ao Coração, ao meu! 
Viver com a sensação do vazio, estar de partida dentro de 3 dias, para outro destino, é sentir que o vazio, vai atenuando, e as decisões na vida mudam-se e transformam-se novamente em algo mais!

E no meio, desta loucura de um dia atrás do outro, segue-se o destino que nos chama para o caminho, e sei por mais uma vez que vou estar novamente no caminho de alguém, a entregar uma mensagem, a fazer o papel que os anjos fazem todos os dias!

E nesta correria, sai numa procura de um filme, surge o filme O Profeta, baseado no livro de Khalil Gibran! Foi também neste autor que Paulo Coelho, se baseou para escrever o seu Maktub!

Maktub - Está Escrito! 

E neste escrito que já está pelo universo que rodeia, as palavras são muitas, e a percepção do que temos de fazer também! A Vida acontece nos pormenores e nos intervalos da chuva!

E neste instante, volta o passado muito longínquo, da minha primeira visita a feira do livro, onde acabei por encontrar o livro, edição de colecção em português do Profeta de Gibran!

O texto adaptado muito fala do amor, das crianças e do trabalho! E surge aquela parte em que falam do amor, como no Wisdom book de Andrew Zuckerman!





E surge aquela sensação que a solução é o amor, o amor sem cobranças. 
Andrew Wyeth partilha aquela reflexão de a resposta está no amor que damos em tudo o que fazemos! 

E fica aquela sensação de tudo o ainda vêm ai! 

...






domingo, 11 de setembro de 2016

Vida!

Nos dias que se seguem a uma grande viagem, são sempre dias de silêncio. Para alguns. 
Nestes dias que se seguiram, a Itália, tudo aconteceu! A vida está nos pormenores, e neste momento vemos a braços com a mudança de um paradigma. 

Construir uma mensagem para o mundo!

Como se constrói uma mensagem para tocar o mundo? 

Sendo nós próprios, sentes que começas a preparar a diferença, e a mensagem que sentes em parte que queres dar ao mundo começa a crescer em ti!

Como se muda o mundo? 

Criando alternativas, e fomentando-as!!!!

Tudo o resto acontece!

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Sufi!

Feliz é aquele que conhece o perfume do que perdeu.

Happy is the one who knows the scent of that lost.

Heureux est celui qui connaît le parfum de cette perte.

Felice è colui che conosce il profumo di quella perduta.


Feliz es el que conoce el olor de esa perdida.

Ditado Sufi

sábado, 6 de agosto de 2016

...


Pelos dias de Hoje: teorias Sociais








 



Nos dias que passam retomamos as teorias que falam na sua essência do ser humano...
e a sua relação com o sistema!

A banalidade do Mal de Hannah Arendt
As teorias da Autoridade de Milgran.
Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley
Fahrenheit 451 de Ray Bradbury
1984 de George Orwell

e terminamos com 


O segredo do desejo num relacionamento a longo-prazo

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Na Jornada



nos dias que se aproximam, aproxima-se também mais uma jornada, com destino o centro da europa renascentista! Itália!

A mala está feita, e para além das viagens que vão ser feitas de comboio por imensas cidades europeias, também promete haver 15 dias de caminhada para limpar a alma e o coração!

Apesar o trajecto inicial ser de 700 km's! Reduziu-se para 370 km's!

A partida será no decorrer da próxima semana! Entre as procuras pelos horários de comboio e os locais para dormir dentro do que é esperado! Será uma eterna aventura! 

Será o segundo caminho que faço! Vou parecer uma patega com uma mochila as costas e saco cama!

Vou ter dois sabres, ideais para qualquer luta que se possa avizinhar! Levo a minha solidão!

O mais engraçado é saber que vou voltar a estrada! E que já me encontro a fazer a procura pelos próximos caminhos! 

Entre os caminhos dos Pirenéus, pelos Himalaias, como mesmo pelo Sudoeste Asiático, como também pela África e pela América do Sul!

Na América do Norte, só tenho curiosidade pelos grandes vales que existem por lá! 

Bem tenho um ano para decidir o que quero da minha vida!!!! Contudo até ao fim da minha vida! A viagem ao mundo vai ser feita!!!! 

E desta viagem virei com os dois roteiros filmes terminados, e com toda a parte criativa para fazer! 

Duas campanhas de Marketing a mudar a imagem de duas grandes empresas!!! 
E a pensar no Mestrado/doutoramento em Neuro ciências!
Passo a Passo! Iremos lá!

=)

Se é muita coisa? As vezes ajuda a enganar a saudade!


domingo, 24 de julho de 2016

Em processo de reflexão...

Nos dias que correm a vida está saturada! 

entre as leituras rápidas de uma qualquer rede social, passam pelas frases rápidas de emoção intensa que se esbate na rotineira tranquilidade de que tudo o que se passa é sempre longe demais!

Os dias e as noticias que chegam de longe, são sempre de longe, tal como a imagem no filme do Senhor dos Anéis, em que Frodo acaba por ver que Shire jamais perceberiam o perigo que passaram quando ele e os seus companheiros de viagem regressaram a casa!
Também nós não percebemos que estamos a caminho de uma grande transformação.

Creio que todos os cenários estão abertos para tudo acontecer! 


E vamos lendo alguns artigos daqui e dali:

  1. http://consciouslifenews.com/8-symptoms-of-a-low-vibration/1182903/
  2. http://www.space.com/pt-29960?utm_source=facebook&utm_medium=facebook&utm_campaign=socialfbspc&cmpid=social_spc_514630


ao som de Enya...







Pelos dias de hoje!

If I Could Be Where You Are
Enya


sábado, 16 de julho de 2016

A Equipa Vimeo viu o nosso video!!!!

Estes dias criativos, são deverás engraçados!!!!


São vídeos com mais de um ano! Alguns com 5 anos!!!
Somente em breve se volta ao vídeo com mais qualidade!


Sado no Inverno from Vera Amaral on Vimeo.


Sado no Inverno foi adicionado a alguns grupos! Nada de especial, verdade, a qualidade não é simpática, contudo tem a sua poesia!!!

E voltaremos em breve a mais vídeos!



Sussurro do Mar from Vera Amaral on Vimeo.



Untitled from Vera Amaral on Vimeo.

5 anos! E uma nova jornada!







Esta semana comecei a tocar piano, após conhecer-me a professora acabou por indicar que para tocar assim terei um percurso de 5 anos, só para tocar o mais simples das melodias!

Quando iniciei o tocar, perceber onde estavam os Do de todo o piano, percebi como poderia aprender a tocar e a fazer o som com a simplicidade necessária para criar!

Os tempos, os compassos! O tocar, o peso das mãos! E como todo o corpo está sempre preso, centrado em si! e tocar o piano, significa como numa sessão de teatro que tive a muitos anos atrás, deixa ir! Fluir e deixar ir!!!! 

Como se faz isso? 

Criando ainda mais pressão ao corpo para ele relaxar!!!! a seu tempo a mãos simplesmente irão cair nas teclas e tocaram com a suavidade de todos os momentos. E será com a emoção!

Até lá tudo será bastante mecânico.








quinta-feira, 7 de julho de 2016

Pelos dias de Hoje: "Ainda te queres casar comigo?"



"Ainda te queres casar comigo?"

Existe um senhor que se levanta de manhã, frita rissóis, faz sandes de couratos e compra um Compal diariamente. Organiza tudo num saquinho e dirige-se à Santa Casa da Misericórdia de Almada. Apressa o passo e tenta chegar cedinho. Tem tanta coisa para ver.

Vai visitar a mulher.
Luísa está internada com demência há 5 anos

Ele tem 90 anos, ela ainda não chegou aos 80.
Tempo tão escasso para se dizer ainda tanta coisa.

Entra nas instalações e cumprimenta as funcionárias como se fosse lá de casa. Corrige a postura e compõe-se meticulosamente. É tão importante aquilo que vai fazer…

Entra na sala e procura-a com o olhar.
Quando a encontra, atravessa a sala e pergunta-lhe se ela se quer casar com ele outra vez. Diz-lhe que está linda.
Ela sorri e estende-lhe as mãos. Ela, que não reage a ninguém e pouco fala, só quer agarrar-se a ele e dar-lhe beijinhos.

Num desses momentos, tive a sorte de estar presente e captar toda esta ternura que tentei passar através da lente.

A misericórdia pode ser visível sim e, neste dia, aprendi muito.
Aprendi que o amor não se acaba com a memória, ou com a falta dela.
Aprendi que apesar de estarmos frágeis por dentro, podemos sempre “fingir” que tudo está bem mesmo quando não sabemos o que vai acontecer.
Aprendi que uma pessoa que já foi alegre, passa a sua alegria para quem a rodeia, para quem quer perpetuar a realidade da felicidade.

Este senhor ensinou-me isto nesse dia.
Ensinou-me que com 90 anos ainda se pode fazer tudo por alguém, especialmente quando esse alguém já não sabe quem é.

Texto: Mariana Quintela
Foto: Marta Poppe

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Fé!!!

A palavra do dia de hoje é Fé!

Fé no futuro, fé no caminho, fé no destino!
Fé em nós próprios!




sábado, 2 de julho de 2016

Reflexos filosóficos

No dia de hoje no Expresso, saiu uma reportagem, onde a importância de uma ligação entre um evento catastrófico num dado local do mundo, em 1815, remoto como a Indonésia, acabou por influenciar o verão e os anos seguintes de 1816.

Para ler: http://expresso.sapo.pt/sociedade/2016-07-02-O-ano-do-verao-morto

O efeito de borboleta, onde um acontecimento que se dá num dado  local, acabará por influenciar de outra forma os vários locais, por onde poderá passar a energia de um simples bater de asas de uma borboleta.

(conceito: Efeito borboleta é um termo que se refere à dependência sensível às condições iniciais dentro da teoria do caos. Este efeito foi analisado pela primeira vez em 1963 por Edward Lorenz. Segundo a cultura popular, a teoria apresentada, o bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufãodo outro lado do mundo.)

O efeito de borboleta, acaba por tornar real energia física como efectivamente tem um impacto na dimensão do humano. Neste verão de 1816, vários poetas, escritores, filosóficos e os demais, acabaram por se envolver num vórtice criativo para lidar com a necessidade de aguentar um mísero verão.

Nessa mesma altura, milhões de pessoas tentavam desesperadamente assegurar o alimento aos seus filhos e gerações futuras, que pudessem sobreviver ao caos instalado.

Entre as doenças, a pobreza de espírito, onde a venda de filhos para se ter um prato de comida na mesa essencial, se tornou banal.

Desde os primórdios de uma vida, se verifica a existência da relação da falta de recursos leva as pessoas a estados próximos de uma loucura.

Na existência de um anel de fogo que liga as várias placas tectónicas, potencia o despertar em algum momento do choque das placas, tendo em conta que as respectivas acabam por chocar por períodos de 250 a 300 anos (possivelmente com um período maior), leva a estarmos a espera do inevitável, e esperar o que venha aí!




Neste efeito, espera-se o novo, como é identificado no livro a Breve História de Quase Tudo de Bill Bryson, espera-se pelo despertar novamente da mãe natureza!

E nestes momentos de perturbação por algo assustador, que nasce e vêm da natureza, onde ficará a potencialidade de um olhar espiritual, de boas vibrações, quando tudo estiver hipoteticamente perdido?

Como se ensina alguém a sobreviver?

Neste momento, entre a loucura de um mundo em constante mutação, em mudança permanente, sente-se a insegurança que vai habitando as almas... a elevada dependência de um mundo virtual, que tentamos a todo o custo manter tanto dentro como fora, numa realidade que não lhe pertence. A vida não é mais, do que miragens, que vão ficando de experiências.

A vida no mundo ocidental de uma certa classe média para cima, é nada mais do que um rol de experiências, para serem acrescentadas ao CV de uma vida. Nada mais do que uma relevância de experiências que supostamente fazem uma vida, acrescendo ao eterno Karma. Aquilo que vivemos não é tão somente resultados do que um dia fizemos numa vida anterior, numa existência num outro mundo.

O mundo coloca-se na vivência eterna da luta das classes... podemos descrever como racismo, podemos descrever como xenofóbia, como moda, como estilo, ou até mesmo uma espiritualidade, ou religião, contudo o que sai constantemente é uma eterna luta de classes...

Um sabe mais do que outro, tem mais recursos, fica no topo.
Vai criar espaço para haver uma oposição, só ganhará poder se mantiver uma oposição activa, alimentada pelo escândalo, pela miséria, e pela desigualdade, mesmo que sendo necessária ao seu pseudo estatuto.

Caso caia, a oposição ocupará o lugar, perdendo a sua identidade de oposição e tentando assegurar o poder e como acréscimo o recursos inerentes a esse poder. Sempre revestido como sinal de esperança, como forma de engrandecer o valor do Humano!

E no meio disto, colocamos as catástrofes naturais para apimentar a vida humana, e justificar a necessidade de uma estratificação da humanidade, por recursos, locais, línguas, nacionalidades, para ajudar a vida a ser mais organizada. Atrás de uma organização, tentamos que as coisas sejam mais uniformes.

Em todos os passos da vida do humano, como em quase tudo se vê, a necessidade da ligação ao processo, etapas umas atrás das outras, como sendo algo tão natural como se fossem átomos de uma energia sem par.

E neste rio de palavras, se tenta encontrar uma simplicidade para o raciocínio de uma vida, a parcimónia por sinal. Colocar a vida humana, quando superior a um grupo de mais de 40 indivíduos, numa hierarquia social, é potenciar a desigualdade que tentamos a todo o custo evitar, a necessidade de voltar as raízes, é de uma forma pseudo natural voltar ao ventre de nossa mãe. Poder ter relações privilegiadas, pouco de envolvimento, pouco de vida!

O que se pretende é tão somente estabelecer-se ligações o mais próximas possíveis, contudo a sua possibilidade é cada vez menor devido ao afastamento operacionalizado pelas novas tecnologias!

Esta leitura vista por Martin Ford, onde as novas tecnologias/robots vão criar um elevado desemprego, coloca a pergunta tão óbvia: o que vamos estar aqui a fazer? Haverá espaço para todos nós?

Para ler: http://economico.sapo.pt/noticias/martin-ford-robots-vao-provocar-niveis-de-desemprego-sem-precedentes_253492.html


E fica a sensação de ser cada vez menos... esta ligação ao mundo!

Tudo sempre tão virtual!