sábado, 30 de abril de 2016

Tranformação...

Transformação...

a transformação de um elemento em outro, por norma acontece com o recurso a alquimia, quando os elementos pertencem a tabela periódica.


Nos estados da água, verifica-se por processos de condensação e vaporização.

"VAPORIZAÇÃO: é o processo onde partículas de uma substância em fase líquida recebem calor/energia suficiente para a transição do estado líquido para o estado gasoso. Dependendo de como ocorre esse processo, a vaporização pode ser caracterizada de três formas distintas: evaporação, ebulição ou calefação. Na Evaporação a transição de estado se dá em qualquer temperatura; ebulição é a vaporização típica, ou seja, quando atinge seu ponto de ebulição; calefaçãoocorre para uma temperatura acima do ponto de ebulição, e por isso é dita evaporação forçada.
CONDENSAÇÃO: também chamada de liquefação, é o processo inverso ao que se tem na vaporização, logo, corresponde à transição do estado gasoso para o estado líquido. Isso ocorre quando é retirada uma quantidade de calor suficiente para a substância que estava em forma de vapor se condensar." *

No processo humano, o individuo desenvolve pelos diferentes estádios de desenvolvimento, estudado por piaget, erickson, entre todos os outros e os demais.

O que é relevante, no poder da transformação, é como transformar uma pessoa condicionada por vários elementos, sociais, familiares, financeiros entre outros, que não acreditava em si mesma, a ser levada a acreditar que poderá ser tudo realmente diferente! Como se ensina a um humano a procurar a sua chama interna, quando não acredita?
Por norma todos nós a determinada altura encontramos um tutor, que nos orienta, durante um tempo, a evocarmos a questão mais chata de todas: PORQUÊ?
Aprendemos a questionar por volta dos 4 anos, e por norma num desenvolvimento normal, nunca mais paramos, contudo o desenvolvimento humano no preciso momento, tem originado diversas dificuldades, tornando cada vez mais difícil a questão ser colocada.
Quando perguntamos, não só o fazemos para fora para o outro, criando a relação com o mundo, como colocamos para nós mesmos, ecoando as nossas acções dentro de nós, potenciando a criação da noa estrutura de base. Potenciando a mudança de um estado para outro, tal como a água. 
A frase: Nada se perde e tudo se transforma! por Lavoiser potencia a possibilidade de tudo ser possível relacionar, o que é deverás assustador como aliciante.
Como se pode associar o desenvolvimento humano a formação das galáxias? Como se poderá associar a transformação de um corpo em energia? Como se poderá associar a potencialidade das diferentes realidades pela teoria das Cordas, e a manutenção de uma vinculação para a eternidade?
Como se associa as emoções humanas, e os estados mais intensos das emoções a acontecimentos que se dão num dado local, num dado momento da galáxia? Como se relaciona a matéria, a energia e o tempo?

Como uma caminhada nos abre ao mundo e a todas as experiências de transcendência? E como relacionamos tudo?

Como transformamos um visão de cooperação num modelo de intervenção em saúde? Como preparamos o mundo para uma nova era de iluminação?

Tendo em conta que o que se faz por este blogue é somente o acto de criar, e ensaiar, as próximas entradas corresponderão a ensaios sobre teorias, relacionadas umas com outras... irá chegar a um momento em que efectivamente estará alinhavado o suficiente para ser compreensível... até lá escreve-se, para se treinar!

Até breve...


Referências: 
*http://brasilescola.uol.com.br/fisica/vaporizacao-condensacao.htm

Estados de inspiração .... The Sound of Silence

Do You See Me????




Nos arredores do Universo tinha uma pequena lojinha. Há tempos não tinha uma placa, mas o seu dono não queria colocar outra, porque todo mundo que vivia perto sabia muito bem onde os desejos eram vendidos.

A mercadoria era muito variada, quase tudo podia ser comprado lá: iates enormes, casas, um companheiro, o cargo de vice-presidente de uma corporação, dinheiro, filhos, o trabalho dos sonhos, um corpo belo, a vitória num concurso, grandes carros, poder, sucesso e muito mais. A única coisa que não se vendia eram a vida e a morte, tarefa do escritório principal localizado em outra galáxia.

A primeira coisa que cada um que chegava na loja fazia (porque havia algumas pessoas que nem sequer iam à loja, e ficavam em casa, de braços cruzados, cuidando do seu desejo), era perguntar o preço do seu desejo.

Os preços eram todos diferentes. Por exemplo, o emprego dos sonhos custava renunciar à estabilidade e à previsibilidade, exigia estar pronto para planejar e estruturar a vida por conta própria, usar a autoconfiança, ter confiança nas próprias forças e permitir-se trabalhar onde ditasse o coração e não onde a sociedade ordenava.

O preço do poder, por sua vez, era um pouco mais alto: havia que renunciar a algumas das suas convicções, saber encontrar uma explicação racional para tudo, saber aplacar os demais e valorizar a si mesmo, dar-se a oportunidade de dizer ’eu’, falar sobre si mesmo sem se importar se os outros concordavam ou não com isso.

Alguns dos preços pareciam estranhos. O casamento poderia ser obtido quase sem dar nada em troca, mas ter uma vida feliz era muito caro. Fazia parte do seu preço assumir a responsabilidade da própria felicidade, ter a capacidade de aproveitar a vida, saber o que se quer, recusando-se a que todos gostem de você, ser capaz de valorizar o que você tem, permitindo-se ser feliz, ser consciente do seu próprio valor, recusar-se a ser a vítima, correr o risco de perder alguns amigos e conhecidos, e a firme determinação de amar.

Nem todos que chegavam na loja vinham prontos para comprar um desejo instantaneamente. Alguns se decepcionavam e apenas viam o preço do seu desejo. Outros passavam um longo tempo pensando, recontando o que tinham e analisando de onde tirar o que precisavam. Outros começavam a reclamar dos preços elevados, pediam descontos ou perguntavam quando seriam as promoções.

Havia outros que traziam todas as suas economias, e em troca recebiam o seu desejo tão ansiado embrulhado num lindo papel de presente dourado. Com certa frequência também apareciam aqueles que recebiam os seus desejos sem pagar nada, porque eram amigos do dono, e os outros olhavam com inveja e receio.

Quando perguntavam ao dono da loja se ele não temia fazer muitos inimigos ou ficar sem clientes, ele negava com a cabeça e respondia que sempre haveria corajosos dispostos a se arriscar, a mudar de vida, a renunciar em ter uma existência previsível e comum, aqueles capazes de acreditar em si mesmos, com a força e os meios para pagar o preço da realização de seus desejos.

Uma coisa que também me lembro é que na porta da loja esteve pendurado, durante centenas de anos, um aviso que dizia: 

«Se o seu desejo não se cumpriu, é porque você ainda não o pagou.»


Autor: Yulia Minakova (psicóloga)